Nas minhas leituras em áreas diversas, várias vezes encontro a expressão

Como em algumas dessas leituras vi quem se apressasse a colocar o h em maiúscula e/ou a acrescentar a mulher, lembrei-me há pouco, numa leitura em que estou, que, por extensão, também se poderia dizer que “o gato é o Gato e

O cá de casa
Olho para o Mounti, observo-o, e vejo-o ser as suas circunstâncias. Com a sua ascendência de fera, de lince – calda curta e muito larga – caçador emérito, predador, está outro nesta fase da sua vida. Com a idade, socializou-se. Aos

No início da nossa convivência, a sua postura era, sempre, a de

As circunstâncias do Mounti

Num ambiente em que não há agressividade, em que raro uma voz se eleva – a não ser, por vezes, para um rir mais alto – em que os pés não pisam ou dão pontapés, em que as mãos não batem mas afagam, o nosso Mounti foi sendo o que as circunstâncias foram fazendo dele.
Não deixou de ser uma “fera”, não se desabituou de caçar, o seu corpo está em

Evidentemente que, nas nossas circunstâncias, naquilo que condiciona a nossa (humana) existência e agir, também entra e muito a existência, a presença, o comportamento do Mounti. Pelo que ele pede, pelo que ele “diz”, pelo que e

Acabo de lhe escovar o pêlo como todas as manhãs é ritual, onde e como ele quer, de pôr a torneira em pingo-a-pingo como ele me pede-ordena, tive de lhe mudar o prato da comida porque ele me fez ver que aquela que lá estava já não era suficientemente fresca.
Por isso, o que estou a ler de Rubem Fonseca me trouxe a esta

A Elizabeth Feijão



(…)
Quando jovem Elizabeth raramente se manifestava, o único ruído que produzia regularmente era o das unhas sendo afiadas no carpete ou nos estofos das poltronas. Era preciso que lhe pisassem o rabo, ou coisa pior, para que emitisse uma pequena miadela. Mas agora dava lancinantes gemidos sem motivo

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