Apenas se deixa um registo. Para que não se perca. Com um ou outro comentário que me pareça adequado, imprescindível, sempre sucinto.
A Prelo Editora foi uma sociedade por quotas criada no começo dos anos 60, em princípio com dois sócios, Rui de Moura e Viriato Camilo. Mas, como Rui de Moura foi preso pela PIDE, começou a existir com Viriato Camilo e Rogério de Moura (da Livros Horizonte) irmão do Rui.
Depois… saiu Rui de Moura, mas foi preso Viriato Camilo!
Na prisão, ainda no Aljube, conheci o Viriato Camilo e fizemos uma “boa temporada” em Caxias na sala 2 r/c dº.
Todos “cá fora” (na “liberdade condicionada” que o fascismo condescendia para sua sobrevivência), retomámos conversas, e a sociedade por quotas começou por ser alargada a Fráguas Lucas e a mim, e, mais tarde, transformada em sociedade anónima. Até à segunda metade da década de 80, a Prelo foi editando, depois de ter passado por uma fase de relativo apogeu, em que se chegou a dispor de umas instalações interessantes aos Capuchos, com livraria… mas tudo feneceu em voragens de várias espécies.
Quando “entrei para a sociedade”, recordo-me de três áreas, de autores portugueses, de autores estrangeiros, de teatro, e de uma colecção "o homem no mundo".
De autores estrangeiros, relevo a edição do que também considero um livro notável ... também na sua edição portuguesa da Prelo:
Tradução (excelente) de Jaime Brasil e capa de arranjo gráfico de Pilo da Silva sobre capa de Brueghel.O exemplar de que disponho também tem um… ex-libris


Antes das colecções, o Pantagruel. Uma edição de 1967, que faria o ex-libris de qualquer editora. Um clássico – mas dos clássicos! –, de Rabelais, traduzido por Jorge Reis, com mais de cem ilustrações de Júlio Pomar, com orientação gráfica de Alice Jorge. Para mim, uma pequena maravilha!




Com um "bónus"... para "especialistas":
Reproduzo a página-cortina de entrada:
Comecei a andar com ele para todo o lado, naquela osmose livro-leitor que tantas vezes nos faz conviver com gente e situações, nem sempre passando pela leitura.























vai promover, num torreão dos Castelos de Ourém 








