
quarta-feira, agosto 13, 2008
A Prelo Editora - 20

segunda-feira, agosto 11, 2008
domingo, agosto 10, 2008
A Prelo Editora - 19

sábado, agosto 09, 2008
A Prelo Editora - 18
- União Soviética - liberdades e direitos
- Os Sistemas Políticos, os povos e a paz
- O Desporto - - quando e onde uma necessidade e um direito
- Pequenas e Médias empresas
- A Religião - crítica e auto-crítica
- A Economia - lucros ou satisfação das necessidades (I)
- A Nação - o que é... e quem é pela nação?
- A Economia - lucros ou satisfação das necessidades (II)
- A Doutrina Social da Igreja - esmola para homens a mais?
- Sobre (e a propósito) da Unicidade Sindical
- Eleições e Propriedade nos países socialistas
- Comunistas e Cristãos, face a face e face à crise
- O Futuro do Mundo - subdesenvolvimento e demografia
- A Juventude na R.D.A. - seu papel na sociedade socialista avançada
- O que é o Modo de Produção
- A Criação Artística e os Judeus na U.R.S.S.
- O que é o Subdesenvolvimento
- A Dominação do Homem e a Sexualidade na Condição Feminina
- O Sexo - amor ou procriação
- A Criança - homem de (qual?) amanhã

Na página de abertura deste último caderno, que fechava uma sub-série de 3, fazia-se um balanço crítico e auto-crítico da iniciativa, e dizia-se da intenção de continuar com uma terceira "década" de cadernos... se tal se justificasse. E ela só se justificaria se uma tal colecção tivesse uma clara participação vinda do "ambiente" e dos futuros leitores na definição dos temas a tratar e uma receptividade e distribuição ligada a discussão e debate relativamente ao que fosse publicado. Não aconteceu assim. Como, nos 20 exemplares publicados, não se encontrou a receptividade de quem poderia aproveitar tais "instrumentos" na sua (e de todos!) luta por um outro amanhã para as crianças(*)...
Não que haja qualquer sentimento de frustração, de não ter "valido a pena". Valeu! Mas... afinal... foi mais um esforço que não teve os resultados por que se lutava. E porque continua a luta !
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(*) - Transcreve-se: «(...) Trata-se do problema das crianças no que se pode chamar a "pequena infância", até à idade pré-escolar e escolar, e os problemas que levanta. Claro que esses problemas são diferentes numa sociedade em que a finalidade é o lucro resultante da actividade em que a finalidade é o lucro resultante da actividade que não procura senão a rentabilidade do capital empregue. E a partir da exploração dos detentores da mercadoria força do trabalho que se começa a formar nessa "pequena infância"... (...)» Ainda não se falava, como hoje, em empreendedorismo!
sexta-feira, agosto 08, 2008
A Prelo Editora - 17
Pode dizer-se que cada livro teria uma história para contar, a começar pelo primeiro da colecção que, de tão significativa (e necessariamente longa), noutros lugares tem sido contada e noutros se contará. Para resumir, chegará dizer que dos 6 primeiros volumes 3 foram imediatamente apreendidos pela repressão fascista, com todas as consequências (económicas e não só) que se podem imaginar para uma editora. Desse facto, resultaram "saídas" como as dos "cadernos", nomeadamente os cadernos PEEP.
quinta-feira, agosto 07, 2008
A Prelo Editora - 16
A Biblioteca «Medicina e Laboratório» foram volumes que a Prelo editou compondo uma "série de Monografias sobre Medicina e Laboratório" (como abre o prefácio ao primeiro volume, apresentando a série), todos da autoria do Doutor Luís Ernâni Dias Amado.
Sobre
- RIM - fisiologia, laboratório e interpretação de análises clínicas
- LÍQUIDOS ORGÂNICOS - metabolismo da água, electrólitos e ácido-base
- TUBO DIGESTIVO - Vol. 1 (BOCA, ESÓFAGO E ESTÔMAGO) - fisiologia, laboratório e interpretação de análises clínicas
TUBO DIGESTIVO - Vol. 2 (INTESTINO) - fisiologia, laboratório e interpretação de análises clínicas.

quarta-feira, agosto 06, 2008
A Prelo Editora - 15


Cartas de fuzilados
Que tempos são estes,

terça-feira, agosto 05, 2008
A Prelo Editora - 14


segunda-feira, agosto 04, 2008
O teatro no con(tra)texto
(ensaiozinho)
- O texto
- A sua interpretação
- - pela voz dos intérpretes
- - pela expressão corporal dos intérpretes
- O “ambiente” criado pela cenografia (o espaço – também onde e como integrar o público na inter-acção –, a iluminação, o som)
Por isso, há quem considere o teatro a arte das artes, com o encenador a ser o coordenador de todo o trabalho colectivo que o teatro exige. O trabalho do tratamento do texto, o dos actores, o da luz, o do som, o dos coreógrafos, o dos pintores-cenógrafos, o dos músicos, o dos carpinteiros, dos contra-regras, e alguns que já não. Isto digo eu, que de teatro apenas gosto muito, e há muitos anos.
As duas últimas representações ditas teatrais a que assisti agradaram-me imenso. Mas deixaram-me a pensar.
Num caso, porque não estive a assistir a/participar em um espectáculo teatral, estive a assistir ao trabalho visível e espectacular de Maria João Luís, decerto respeitando as instruções do encenador invisível, num discreto espaço cénico apropriado para aquela exibição. Mas… e o texto? Não senti a preocupação de que o texto (e era, ao que me apercebi, muito boa a tradução) chegasse perfeitamente audível ao espectador – a quem se contava a história, ali ao vivo.
Aplaudi calorosamente a Maria João Luís, gostei daquilo a que assisti… mas fiquei a pensar.
Ontem, fui ver, no Meridional teatro, Cabo Verde – contos em viagem. Como é de uso
(*) dizer, em boa hora segui o conselho: “não percam!”. É mesmo de não perder, ou era porque foi a última representação.
Por obra e arte de Carla Galvão (e do excelente Fernando Mota), viajei por Cabo Verde, num regresso sempre desejado (“bai é magoado, bem é doce”). Num espaço cénico que nos colocou, aos que se sentaram naquelas cadeiras, onde se queria que estivéssemos (e onde queríamos estar), com o som ali feito sem truques mas quase com magia, a voz e o corpo de Carla Galvão contaram-nos, e fizeram-nos saborear estórias caboverdeanas, com as palavras de tantos (e tão bons) autores que tão bem conhecemos. Mas… os textos, desses autores, foram subalternizados, misturados, amalgamados. E não num texto novo.
O texto tornou-se pretexto, e não foi elemento essencial do acto teatral. Do espectáculo de uma mulher-só, que aplaudi até me cansar, por muito injusto que dizer isto seja para Fernando Mota.
E esta é outra questão que me faz pensar. Parece que o teatro, estes dois actos teatrais a que fui assistir – em que fui participar –, está a transformar o trabalho colectivo que se apresenta ou representa em exibição individual de um trabalho colectivo que se apaga. Diria um vizinho meu, que tem o hábito de repetir o que outros dizem, sinais dos tempos.
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(*) - bilhete do espectáculo, também comprovativo que sou "anormal" (por ter mais de 65 anos!) pois os "normais" pagavam 10 euros!
domingo, agosto 03, 2008
A Prelo Editora - 13

- o significado da desvalorização
- antecedentes próximos
- a decisão e os objectivos
- respostas internas
- reacções internacionais
- a posição da Espanha
- a posição de Portugal
- os Estados-Unidos
- "mercado comum"
- a corrida ao ouro e o sistema (monetário-internacional)

sábado, agosto 02, 2008
A Prelo Editora - 12
Como esta, em que juntam crónicas de Urbano Tavares Rodrigues e fotografias de Eduardo Gageiro. Com textos e fotos no "miolo" que estão bem condizentes com o "aperitivo" da capa...

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(...)
«Rapaz, vamos como dantes,
sirvam-nos estas lições:
É mais que tolo quem dá
ao Mundo satisfações»
A Prelo editora - 11
- Leituras históricas - as origens da República, de Flausino Torres
- Ensino: sector em crise, de Rogério Fernandes
- História contemporânea do povo português - I, de Flausino Torres
- Revelando a velha África, de Basil Davidson
- O estatuto da imprensa, de vários
- A legislação eleitoral e sua crítica, de José Magalhães Godinho
- A mulher na sociedade contemporânea, colóquios na Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa
- História contemporânea do povo português - II, de Flausino Torres
- Capitalismo e emigração em Portugal, de Carlos Almeida e António Barreto

- História contemporânea do povo português - III, de Flausino Torres
- Ordem dos advogados, advocacia, de José Magalhães Godinho
As capas e o logotipo eram de Miguel Flávio
sexta-feira, agosto 01, 2008
A Prelo Editora - 10


Ó Mia!
Paciência. Melhores livros virão!

Guardei duas notas:
- na página 110 - "Desses, como ele dizia, a quem o cu cresce mais que a cadeira."
- na página 154, duas falas de Munda - "O tempo é o lenço de toda a lágrima" (...) "O senhor não conhece o tempo, não sabe como o tempo é o único remédio"
1º de Maio (em 1962 e em 1974)

Vêm com o rosto de todos os dias
o olhar de todos os dias
as mãos e os pés de todos os dias
cansados de preencher impressos
moldar metais
afeiçoar madeiras
rodar motores e válvulas
sujos de óleo e poeira
deslumbrados de sol
operários . empregados de escritório . vendedores de porta a porta
dir-se-ia que cantam
.
De súbito . a cidade parece banhada de alegria
estamos juntos meu Amor
possessos da mesma ira justiceira
Damos as mãos como dois jovens namorados
e sorrimos felizes
à doce primavera acontecida
no magoado coração da pátria
Vêm de toda a parte sem idade
Redescobrem palavras esquecidas
e no silêncio cúmplice desfraldam
um novo e claro amanhecer do mundo
.
Vêm de mãos vazias . nem flores simbólicas
nem ramos de oliveira
Entre os seus dedos apenas desabrocha
o obscuro desejo de apertar outras mãos
como as suas . nervosas . sujas . proletárias
.
E eu limpo . eu meticulosamente barbeado
eu de papéis em ordem
eu vestido de nylon dralon leacril
eu rigorosamente asséptico
eu mergulhado até às virilhas na placidez burguesa
vou convosco cantando companheiros
irmãos em pátria
em sonho em sofrimento
.
Ah riso aberto . coração do povo
cálice . flor . inesperado aroma
doce palavra antiga
liberdade
.
.
Doce palavra antiga, de todos os poetas, também de Éluard
(… Et par le pouvoir d’un mot
Ah! os poetas…
por isso eles são o inimigo. Quando têm as mãos nervosas . sujas . proletárias.
quinta-feira, julho 31, 2008
A Prelo Editora - 9
Foi a "aventura" dos cadernos PEEP (Política Económica/Economia Política). O 1º saíu em Janeiro de 1970, o 2º em Março e o 3º em Junho. E cada caderno tinha um tema-título. Como se estava na passagem Salazar-Caetano, foram: - 1. fim de década começo de quê?
- 2. começo de quê viragem para onde?
- 3. viragem para onde ao serviço de quem?
- 5. sobre a crescente intervenção do Estado (Novembro de 70)
- 6. as sociedades multinacionais contra o Estado (Março de 71)
- 7. Plano (Junho de 71)
- 8. Função social da maternidade. Moeda europeia (Julho de 71)
- 9. Duração do trabalho (Novembro de 71)
- 10. A (nova) política industrial. Alta de preços e custo de viver (Dezembro de 71/Janeiro de 72)
- 11. Segurança europeia (Abril de 72)
- 12. A imprensa em questão (Setembro de 72)
- 13. As férias dos emigrantes. O aumento das rendas de casa (Dezembro de 72)
- 14/15. O trabalho e a mais-valia (Fevereiro de 74, este número já proíbido por a Prelo não dispor de... alvará para publicações periódicas).
Sempre com capas e paginação do Manuel Augusto Araújo, é justo que se sublinhe.

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visado pela Comissão de Censura
A Prelo Editora - 8

- a sua heterogeneidade, particularmente nos inícios da colecção, pois não se podia definir uma linha editorial como seria desejável;
- o acolhimento a autores portugueses, que sempre foi estimulada e contribuiu para essa heterogeneidade, até ideológica;
- a grande atenção à agricultura, sobretudo por influência do Blasco Fernandes;
- a intenção de publicar textos de ideologia e prática socialista, particularmente depois de 1974, embora antes se tivesse tentado, também nesta colecção, com algumas inevitáveis apreensões.




