Hoje, e cá por coisas..., vai este, edição de (e "cá por casa" desde) 1958:
Com um "bónus"... para "especialistas":
Reproduzo a página-cortina de entrada:Nos anos em que Marx publicara O Manifesto (com Engels) e aprofundava os seus estudos e trabalhos sobre economia política (com a Contribuição para a Crítica da Economia Política e os manuscritos de O Capital, que começaria a publicar em 1867, um ano mais tarde desta edição)!
Que achado! Vou deixar um post no anónimosecxxi.blogspot.com
Comecei a andar com ele para todo o lado, naquela osmose livro-leitor que tantas vezes nos faz conviver com gente e situações, nem sempre passando pela leitura.
“o homem e as suas circunstâncias”, que tem uma enorme carga ideológica. Decerto Ortega y Gasset merece a honra da “paternidade” da frase, devendo, por isso, reproduzi-la como ele a disse - "o homem é o homem e as suas circunstâncias (as suas circunstâncias, ou seja aquelas que condicionam a sua existência e o seu agir).
as suas circunstâncias”.
poucos, veio aceitando os humanos depois de ter, não facilmente..., aceite estes que se julgam seus donos. Aparece. Mostra-se. Deixa até que alguns dos visitantes (desde que não crianças, e elesaberá porquê) se aproximem e lhe façam festas. O que, nos primeiros meses e anos, era impossível. Dir-se-á que é a idade. E é. Mas não é só.
defesa-fuga ou ataque perante um meio ancestralmente hostil. Um ruído, um gesto brusco, um pé que se aproximava, eram riscos certos. Que passaram a ser potenciais. Que passaram a ser dúvida. Que deixaram de ser ameaça ou desconfiança. A sua existência foi sendo condicionada diferentemente e os seus agires foram sendo diferentes.
permanente exercício e treino como se tivesse jogos olímpicos à porta. Mas é uma fera amansada. Cheia de ternura e de pequenos gestos de convivência.
le impõe como pequenas rotinas (e, por vezes, inesperads exigências).
reflexão. À Ortega y Gasset. Ora toma!
“Elizabeth Feijão era uma gata siamesa vesga, de olhos azuis. Nascera
na casa de uma japonesa chamada Mitsuko, que a habituara a comer sardinha crua. Quando foi para minha casa aprendeu a comer ovos, carne, feijão com arroz, mouros e cristianos, à maneira cubana. À medida que envelhecia, Elizabeth, além de de tornar-se rabujenta, passara a exigir, como vitualhas, apenas sardinhas frescas, recusando-se a comê-las se antes tivessem sido congeladas e protestando com insistência e veemênacia se
fossem colocadas no seu prato.
aparente, só cessando quando eu lhe pegava ao colo e lhe dava beijos e falava com ela. Passara a detestar a solidão, um dos grandes prazeres dos gatos jovens e saudáveis. Quando eu chegava a casa, do escritório, ela me seguia pela casa, da maneira indigna dos cães, implorando carinho.” 
Todos os livros têm páginas. Este, A SALA MAGENTA, de Mário de Carvalho, tem 175.
Não há a intenção de transformar este "blog" numa espécie de obituário. Mas a notícia da morte de Tchinguiz Aitmantov teria de vir para aqui!
Apetecia ficar aqui a falar dos livros de Tchinguiz Aitmantov. Da realidade que ele, com tanta qualidade literária, nos conta. E que fica contada. Indelével.
entre outras - de 1971, nos Cadernos para o diálogo, Porto).
Terá passado o período de nojo... talvez demasiado curto para o sentimento de perda.
E tínhamo-nos despedido, na "paragem" 56, dizendo até já!... Tanto tempo passou, até com a ida de Mestre Aquilino para o Panteão, aqui referida de passagem.
vai promover, num torreão dos Castelos de Ourém
(disponibilizado pela Câmara Municipal),
um debate-apresentação de:
(uma maneira original, fundamentada numa longa investigação,
de levantar uma questão que atravessa a nossa História)
com o autor,
Gonçalo Morais Ribeiro
