segunda-feira, janeiro 15, 2007
No cavalo de pau com Sancho Pança - 7
segunda-feira, janeiro 08, 2007
No cavalo de pau com Sancho Pança - 6
No cavalo de pau com Sancho Pança - 5
São reacções que terão a ver, talvez, com o que li, na página 49, em que Aquilino fala “do(s) vago(s) poeta(s) de água doce nas horas de ócio”.

“Vicente Espinel dizia que não havia ninguém mais doido que um português. Era essa uma forma de elogiá-los, pois que não é com bom senso que se forjam os heróis, nem dos sensatos e prudentes saem os grandes homens em qualquer coisa, mesmo com mulheres. Para Cervantes os portugueses, haja ainda em vista o que diz na Galateia, são os únicos que morrem de amor. Contando a história – escreve ele – la creyerán, por tener casi en costumbre el morir de amor los portugueses."
sábado, janeiro 06, 2007
No cavalo de pau com Sancho Pança - 4
, uns curtos trechos ilustrado por uma gravura entre as que tive a sorte de encontrar no meio do livro que procurava há 40 anos e encontrei em alfarrabista do Porto (No cavalo de pau com Sancho Pança, Aquilino Ribeiro - 1ª edição, 1960):"(...)Da massa destes cativos, sem nome, sem medo e sem responsabilidades, saíam os renegados. O sofrimento tinha limites. Uma vez que abjurassem da lei em que haviam nascido e abraçassem o novo estado de coisas, acabava-se o cativeiro. Era disso que se temia o Pe. Graciano no Tratado de la redempción de captivos. Por toda a Berberia se verificava andar a grande maioria dos cristãos esquecida da lei de Deus e em risco de perder-se. Os moiros empenhavam-se particularmente em conduzi-los a renegar, casando-os com as filhas, às vezes ricas e bonitas. E acrescenta na mesma ordem de ideias o padre: Doze mil escudos, ouro, prometia certo moiro a um sacerdote cativo em Tunes se quisesse renegar e casar com a sua menina de 15 anos, a qual era extremamente bem-parecida. Com semelhantes tentações por um lado, sevícias por outro, os trânsfugas para o arraial de Mafona eram aos cardumes."
(...)
"A França amansou e civilizou aquela corda de terras agarenas que andavam fora de toda a lei, arrasando os antros abomináveis. E agora pesam aos argelinos e tunisinos os grilhões que outrora deitavam aos outros. A história vai-se desdobrando segundo um ciclo sem fim e mal é que paguem os homens dois dias de sol com cem anos de tempestade (...)"
sexta-feira, janeiro 05, 2007
No cavalo de pau com Sancho Pança - 3
No cavalo de pau com Sancho Pança - 2
Sobre as irmãs de Miguel Cervantes, estas breves e aquilinas pinceladas (páginas 24-25), a que muitas outras se poderiam juntar: quinta-feira, janeiro 04, 2007
No cavalo de pau com Sancho Pança - 1
Reler Aquilino, reler o No cavalo de pau com Sancho Pança, é, para mim, intraduzível. Sinto uma sensação de gozo, de saborear, talvez maiores por serem um gozo e um saboreamento adiados .A acompanhar a tradução do D. Quixote, e antes, e depois, Aquilino documentou-se, estudou, comentou, escreveu sobre Cervantes, a sua vida, o D. Quixote (e o Sancho Pança) que criou.
Cada página quase convida a ser transcrita. Como estímulo à leitura (e não só de Aquilino), vou aproveitar textos sem a certeza de que serei capaz de travar, de não ser excessivo.
Começo pela página 17, em que, ao esboçar o retrato da família de Cervantes, Aquilino escreve:
"(...) O patriarca, Rodrigo Cervantes, era barbeiro-cirurgião, mal-avindo de clientes devido à surdez. O que lhe valia era ser pai de umas raparigas fanchonaças, que representam sempre o melhor chamariz de freguesia em qualquer ramo de negócio. Ao tempo, a arte médica consistia, mais que tudo, em sangrar, sarjar um leicenço com a mesma lanceta da flebotomia, levantar a espinhela caída. Encanar um braço ou perna partida, mediante uma chapada de pez e canas laminadas, era função particular dos algebristas, que mais correntemente chamavam endireitas. Ao tempo revinha ainda aos barbeiros fazer a barba, enfeitar e vestir aos defuntos de qualidade, e desta função piedosa auferiam os melhores réditos(...)"
domingo, dezembro 24, 2006
Vozes inquietas sobre os "anos inquietos"
Manuela Cruzeiro, responsável pelo Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, e que, de certo modo, moderou o animado debate, Carlos Baptista e Fernando Martinho, falaram da História que por eles foi feita, sem se darem ares de heróis, ou sequer de protagonistas, e a conversa foi muito útil para o objectivo de combater a desmemória.
Em Ourém estamos. Em Ourém queremos estar. E em Ourém queremos lutar por aquilo em que acreditamos. Sempre inquietos...
Obrigado do Som da Tinta a quem nos dá razão e força para continuar.
Boas Festas!
sábado, dezembro 09, 2006
Contra a desmemória
"1. Pode separar-se esquecimento e desmemória. Se o primeiro sugere descuido, acidente, o obscurecer casual da reminiscência do passado, a segunda implica um apagamento voluntário da lembrança, um desconhecimento, ou mesmo um desinteresse por áreas do vivido, consideradas irrelevantes e não-instrumentais. (...)"(início do prefácio de Rui Bebiano, Da desmemória e do seu antídoto).
No dia 16, sábado, no espaço Som da Tinta, a partir das 17 horas.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Anos inquietos
Nos anos 60, a luta académica foi muito importante para a denúncia e o desmascaramento do regime, que ainda há quem se recuse a chamar-lhe fascista, por ignorância ou por simpatia – confessada ou inconfessada – pelo fascismo.
Anos inquietos – vozes do movimento estudantil em Coimbra (1961-1974) é um livro de testemunhos da luta na Universidade de Coimbra.
E é muito interessante, e pedagógico…, ler e interpretar esses testemunhos. Por quem por outros tempos, que atravessaram esses, começou a luta, por quem fez essa mesma luta de maneiras muito diferentes noutros lugares, por quem não viveu esses tempos e nesses lugares e sente necessidade de conhecer como foram vividos. Os tempos e os lugares,É mais um contributo de Manuela Cruzeiro (Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra), com Rui Bebiano, que ouviram e fixaram as “vozes” de Eliana Gersão, Fernando Martinho, Carlos Baptista, Pio de Abreu, Fátima Saraiva, José Cavalheiro, Luís Januário.
Alguns deles (certos estão, Manuela Cruzeiro, Fernando Martinho, Carlos Baptista) vão estar connosco no espaço Som da Tinta, no dia 16, a partir das 17 horas, para conversarem e connosco conviverem.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
De Rios Velhos e Guerrilheiros - O Livro dos Rios
terça-feira, dezembro 05, 2006
Fica para o ano... e em grande!
Na sua reunião de ontem, a gerência da Som da Tinta resolveu fazer o lançamento, ou a apresentação, de Foto&Legenda em Janeiro, para qua haja uma preparação à altura do evento e para não colidir com a vinda do Benfica jogar com o Juventude Ouriense...De qualquer modo, o livro será distribuido pelos patrocinadores e colocado à venda durante a próxima semana.
No dia 16 de Dezembro, haverá, no nosso espaço, uma iniciativa de que se dará notícia brevemente.
quinta-feira, novembro 30, 2006
FOTO&LEGENDA em livro
Do "blog" FOTO&LEGENDA, que já tem perto de 300 "posts", retiraram-se sete dezenas com tópicos (nas fotos e/ou nas legendas) que dizem respeito a Ourém e a oureenses.Formam um livro que a Som da Tinta editou com o entusiasmo de estar a dar mais um contributo (bom ou mau, serão outros a julgar...) para animar e "mostrar" a terra (de) que somos.
Será lançado no fim de semana de 8 a 10 de Dezembro. A data e hora definitiva será anunciada em próximo post.
A capa, de que se reproduz a maquete, é do Filipe Saraiva e os autores/responsáveis (das fotos & das legendas e das legendas & das fotos) são o Nuno Abreu, o Sérgio Faria, o Pedro Gonçalves e o Sérgio Ribeiro (aqui por ordem alfabética de apelidos, embora na capa e no livro seja a dos nomes, assim se satisfazendo dois critérios...), com algumas preciosas ajudas.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Salpicos de uma leitura saboreada - 2
"Não sei como o perceberão as crianças de agora, mas, naquelas épocas remotas, para as infâncias que fomos, o tempo aparecia-nos como feito de uma espécie particular de horas, todas lentas, arrastadas, intermináveis. Tiveram de passar alguns anos para que começássemos a compreender, já sem remédio, que cada uma tinha apenas sessenta minutos, e, mais tarde ainda, teríamos a certeza de que todos estes, sem excepção, acabavam ao fim de sessenta segundos..."(página 65)
Salpicos de uma leitura saboreada - 1
domingo, novembro 26, 2006
No centenário de Fernando Lopes Graça na Som da Tinta
No centenário de Fernando Lopes Graça na Som da Tinta
quinta-feira, novembro 23, 2006
segunda-feira, novembro 20, 2006
"Um homem para um século"
Quem é António Sousa
Como António Sousa é quem vem, a Ourém, à Som da Tinta, falar sobre Fernando Lopes Graça, no próximo dia 25, às 17 horas, pareceu oportuno lembrar quem é António Sousa. O que, para muitos oureenses, é mais que dispensável pois bem o conhecem do Chorus Auris, de que foi maestro muitos anos. Aliás, a iniciativa da Som da Tinta será também um reencontro pois o Chorus Auris dará um concerto com obras de Lopes Graça, como já se anunciou.António Sousa, que defendeu a semana passada uma (segunda) tese de mestrado, na Universidade Nova de Lisboa, sobre Feranado Lopes Graça tendo obtido um "bom" por unanimidade, é maestro e director artístico da Associação Canto Firme; tem 55 anos, é diplomado em piano e composição, licenciado em ciências musicais, mestre em musicologia histórica, sempre pela Universidade Nova; foi professor de educação musical e orientador para a profissionalização em exercício de professores de educação musical; tem vários discos editados desde 1970; foi elemento da Filarmónica Fraude; é autor de várias publicações sobre a obra de Fernando Lopes Graça, a música contemporânea e a música na Ordem de Cristo.; é membro da comissão coordenadora da secretaria de estado da cultura para o centenário do compositor Fernando Lopes Graça.
Deixa-te levar pela criança que foste - de O Livro dos Conselhos
Mais um livro do português Prémio Nobel da Literatura. Um livro de José Saramago. As (suas) Pequenas Memórias.Nas páginas já lidas, o estímulo a cada um se deixar levar pela criança que foi, como aconselha "O livro dos Conselhos".
Ou pela criança que, hoje, cada um queria ter sido e que, hoje, a si se conta como se assim tivesse sido.
Eu queria ter nascido nesta casa. Naquele quarto onde meu pai nasceu, e por onde começo as "visitas guiadas" para os que são "primeiras visitas" dizendo "neste quarto, nasceu o meu pai em 21 de Janeiro de 1898".
Aqui, onde estão as raizes que fiz minhas mas onde não nasci, gostaria de ter "andado à escola", ido aos pássaros, descoberto os "seios crescendo debaixo da blusas", sacholado umas leiras, pontapeado bolas de trapo ou bexigas de porco. De ter vivido o tempo todo o que só vivia nas fugidias férias de "menino da cidade" que lá nascera e por lá vivia.
E tenho as memórias do que fui contrastadas com as memórias do que queria ter sido. O romance que escreveria com elas! Para o único leitor que eu seria.
E por aqui me fico... nesta insónia ditada pela leitura de Saramago.
Sérgio Ribeiro
sábado, novembro 18, 2006
Nos 100 anos de Fernando Lopes Graça
às 17 horas
no nosso espaço
vai assinalar-se
o centenário de
Fernando Lopes Graça
nosso vizinho e amigo,
notável compositor português,
uma figura maior da cultura portuguesa
António Sousa
(do Canto Firme e ex-regente do Chorus Auris,
também nosso vizinho e amigo)
falará de Lopes Graça
e o “nosso”
Chorus Auris
dará um concerto:
Programa
A Senhora d’Aires (*)
Ó Senhora do Amparo (*)
Ind’agora aqui cheguei (*)
Acordai! (**)
Cantemos o novo dia (**)
Combate (**)
Jornada (**)
Canção do camponês (**)
Ó pastor que choras (**)
Mãe pobre (**)
Ronda (**)
Canto do livre (**)
(*) – canções tradicionais harmonizadas por Lopes Graça
(**) – “heróicas”, canções de Lopes Graça sobre poemas de autores portugueses, como José Gomes Ferreira, Luísa Irene, Joaquim Namorado, Carlos de Oliveira, João José Cochofel, acompanhadas ao piano por Pedro Cruz
"Uma poesia de fundo popular e de projecção colectiva só se justifica e atinge o seu verdadeiro desígnio quando utilizada por aqueles a quem se dirige."
consulte, também, o excelente blog Cant'Auri(a)s
quarta-feira, novembro 15, 2006
Um livro sobre Fernando Lopes Graça
terça-feira, novembro 14, 2006
Fernando Lopes Graça - 25 de Novembro
Há 30 anos, Fernando Lopes Graça esteve em Ourém (tanta cara conhecida e querida!, e, entre os que reconheço, só falo das que já nos deixaram: dos meus pais, do Joaquim Espada, do Andrade, do Orlando, do Joaquim Chucha!).Depois, voltou cá, ao novo cine-teatro.
Foi, sempre, uma festa.
No dia 25 de Novembro, no espaço Som da Tinta, vai assinalar-se o centenário desta enorme referência da cultura portuguesa - e nosso vizinho e amigo - com um programa para que se pediu a colaboração do António Sousa (do Canto Firme e ex-regente do Chorus Auris) e do Chorus Auris da "nossa" Academia Banda de Ourém, que responderam positivamente.
Serão dadas mais notícias. Mas tem de ser uma iniciativa Som da Tinta que não desmereça da figura e da obra que vão ser lembradas.
domingo, novembro 12, 2006
acta do convívio para monstroário
E até podiamos. Que o constantino corbain é um desgraçado que nem apareceu nem deu procuração ao Sérgio Faria para este assinar autógrafos por ele e, vai daí, não houve fotografias; que o Sérgio Faria e o André Simões são como são, todos os conhecem, não gostam de ser fotografados; que a assistência, numerosa, muito oureense e com uma presença de criançada que, além de fazer baixar assustadoramente a média etária, impediu os habituais fotógrafos de trabalharem (?!); que o convívio foi tão familiar, caloroso (houve gente que não se reconheceu porque não se via há mais de 40 anos... e cairam... nos braços uma da outra) que a emoção não se deixa fotografar; que um dos nossos habituais fotógrafos (dos bons) emprestou a máquina a outro fotógrafo (o outro bom) e este foi fotografar para outro lado, casamentos, baptizados e essas coisas; que, usando o miserável recurso do telemóvel, ainda se "bateram umas chapas", mas agora não se sabe como colocar o que lá está no telemóvel aqui no blog; etc., etc.
Nada disso. Esquecemo-nos da máquina em casa! Prontos!... não volta a acontecer (só se não calhar...). Em resultado, temos o grato prazer de anunciar que o convívio foi bom, que o espumante do Favacal foi uma agradável surpresa para alguns, que as broínhas da Lena estavam excelentes e o resto também, e que merecia mais tempo... mas hóquei oblige (OK?), e ainda que, na falta de fotografias, renovamos o grato prazer de trazer para aqui o "monstro" (frente e costas) com que o Filipe Saraiva nos privilegiou.
'Tá tudo dito. Até logo.

quarta-feira, novembro 08, 2006
A voz a outro que também tão bem trata as palavras
Acabou o sr. Mia Couto. Por uns tempos. Aqui e no anónimo.Agora, a palavra a monsieur constatin(o) corbain (ele não gosta de maiusculas!):
Ele (o "outro" por ele) começa assim, ao som dos rolling stones:
i. a amizade é uma relação recíproca. o que significa que os amigos são amigos dos seus amigos. neste sentido, não são os monstros que são nossos amigos apenas. também nós somos amigos dos monstros. e, entre eles, do demónio.
(t'arrenego!)
Dia 11, sábado, às 15.30 um monstruoso convívio!
Saboreando as palavras que dizem coisas da vida e do mundo
«Ele nunca entenderia: os brancos temem aquilo que não plantam, suspeitam de bicho que não domesticam.» (pág. 299)«Os pobres dormem como o ouriço: enrolados nos seus espinhos. Afastam assim os maus espíritos. Os ricos adormecem escarranchados. Não dizem "cama", dizem "leito". E o leito deles é o mundo inteiro.» (pág. 341)
segunda-feira, novembro 06, 2006
De "O outro pé da sereia"

O marido não sabia responder. Era por isso que ela lhe perguntava: por não temer a resposta. No íntimo de si, Mwadia sabia: quem se lembra tanto de tudo é porque não espera mais nada da vida.
* * *
Alteração de horário
Começará às 15.30, com as tolerâncias habituais, e irá até às 17.30... podendo ser retomada depois do jogo de hóquei do Juventude Ouriense contra o Candelária, do Pico-Açores, no pavilhão do Pinheiro.
CONVITE PARA UM CONVÍVIO
dia 11 de Novembro de 2006
(dia de S. Martinho),
às 15.30 horas,
em Ourém,
na

Não trocamos as nossas tradições (o “dia do bolinho”, o “dia de S. Martinho”…) por umas “coisas importadas” que metem abóboras e bruxas. Preferimos os nossos fantasmas e os nossos monstros.
Essa também é (será?) a opinião do sr. constantino corbain (heterónimo do “nosso” sr. Sérgio Faria), que resolveu publicar uns apontamentos para monstroários e nos honrou com a escolha do logotipo Som da Tinta por troca de um escasso apoio logístico.
Vamos, por isso, promover um convívio à roda (ou a pretexto) dessa publicação.
O objectivo é o de conviver conversando sobre este livro em particular (embora o autor pareça de poucas falas…), e tudo o resto.
Além da conversa, que se espera animada, para a acompanhar haverá:
ou, em alternativa,
** – agua-pé e, na impossibilidade de oferecer caviar, talvez uns pastelinhos de bacalhau…
Estarão presentes alguns monstros dos mostruários-monstroários pessoais do autor e dos editores!
e tragam os vossos!
quinta-feira, novembro 02, 2006
Mostruário para monstroário - reverso
quarta-feira, novembro 01, 2006
Mostruário para monstroário- - anverso
Uma edição som da tinta (por "simpatia" do monstroário autor, o sr. constantino corbain, aliás heterónino do sr. Sérgio Faria), de que muito nos orgulhamos.Se não houver acidentes ou incidentes outros, daqui até 11 de Novembro só por cá monstraremos monstros e monstroários.
Os "horríveis" desenhos da capa e da contra capa (o "monstro" de costas, porque só os anjos é que não têm costas, diz-se...), são da autoria de Filipe Saraiva.
domingo, outubro 29, 2006
Dossier Tarrafal


Ignorará parte relevante, imprescindível, da nossa História próxima quem ignorar, por induzida e criminosa omissão, o Tarrafal, o Campo da Morte Lenta onde, a 29 de Outubro de 1936, chegaram e foram "instalados" os primeiros 152 antifascistas para ali levados numa hipócrita condenação à morte.
Este livro, Dossier Tarrafal, tem a missão de não deixar esquecer, a tarefa de lembrar.
sábado, outubro 28, 2006
Para lembrar GESTOS ESQUECIDOS
Houve (e ouviu-se...) som na Som da Tinta, acompanhando o autor na leitura de trechos do seu livro:
quinta-feira, outubro 26, 2006
Gestos Esquecidos - sinopse
Portugal, anos 80. Virgílio é militante operacional das Forças Populares – 25 de Abril.Numa das acções revolucionárias em que participa mata José Trinan, empresário do Norte, e fere gravemente uma das filhas.
João Pedro, filho de Virgílio, só aos 18 anos toma conhecimento, pela voz de um juiz, das actividades do pai.
Mais tarde, quando decide partir em busca das suas raízes, o seu caminho cruza-se com o de Dulce, filha de José Trinan. Depois de viverem dias de paixão intensa, João Pedro decide contar-lhe toda a verdade. E tudo muda a partir daí
Gestos Esquecidos é um romance que nos apresenta um retrato fiel de uma época muito peculiar do Portugal contemporâneo e nos recorda como são indefiníveis os limites desse território misterioso que é o amor.
« "Gestos esquecidos" (2006) fala de sequelas ainda não cicatrizadas no pós -25 de Abril, sob a forma de uma bela e impressionante viagem ao mundo da solidão, da esperança e da partilha» (da recensão crítica de Vitor Quelhas, no Expresso, 04.03.2006)
____________________________________________________________________________________
João Pedro – personagem principal, artista, filho de Virgílio e Luísa, ex-membros das FP25
Dulce – personagem principal, filha de Trinan, viva, que João Pedro procurará
Beatriz – actual namorada de João Pedro
Virgílio – pai de João Pedro, bombista arrependido, pai de João Pedro
Luísa – mãe de João Pedro, segue o marido nas FP25
Cândido – camarada de Virgílio no atentado
Pintas – amigo, como irmão de João Pedro, artista
José Trinan – empresário, vítima do atentado, convocado pela filha nas noites de desespero
Alice - mãe de Dulce, grávida de um filho aquando da morte de Trinan, desiludida, vive em Madrid, mais do que vagamente alcoólica
Helena – irmão de Dulce, morta, que nas noites de solidão desce à sala com Trinan e ambos escutam Dulce
Marco – filho que Trinan não chegou a conhecer, playboy rancoroso, vive entre Madrid e Lisboa
Tina – Avó, trata de João Pedro após a ida sem retorno do filho, Virgílio, e da nora para as FP25
São – velha criada que trata João Pedro
Costinhas – casal, ex-retornados, que morre no atentado
OURÉM, Som da Tinta
romance de
Fernando José Rodrigues
(Oficina do Livro, 2006)
Pinturas: Sílvia Patrício
Música: Ricardo Matos (Ricky) – Guitarra eléctrica
Rui Freitas (Palmeira) – Guitarra acústica
Nuno Gomes - Percussão, Voz, Harmónica, Programação Electrónica
Anotação: Graça Laranjeiro
Gravação Vídeo: Filipa Oliveira
Decoração: Cristóvão Almeida
segunda-feira, outubro 23, 2006
sexta-feira, outubro 20, 2006
No dia 28, mais uma apresentação de um livro...

Com animação - exposição e música!
quarta-feira, outubro 18, 2006
Noticiando...
quinta-feira, outubro 05, 2006
Roberto Chichorro - Som da Tinta na Embaixada de Moçambique
Mestiçagens do olhar foi apresentado na Embaixada de Moçambique. Numa mesa presidida pelo embaixador da República de Moçambique, num dia particularmente importante para o País pois é o dia da paz, Roberto Chichorro juntou amigos e falou do livro por que Luís Carlos Patraquim é responsável pelos textos.
Na mesa também estavam a Ministra da Mulher na República de Moçambique, Sérgio Ribeiro, pela Som da Tinta, e o responsável pelo DVD que acompanha o livro.
As salas da embaixada, numa delas havendo uma exposição de pintores moçambicanos, estavam cheias, vendo-se caras de muitos amigos que tantas vezes se encontram na Som da Tinta - como Glória Marreiros e Henrique Cunha -, e de figuras muito conhecidas do futebol - como Hilário, e também Mário Wilson, Toni e outros.
segunda-feira, outubro 02, 2006
De/sobre Roberto Chichorro
domingo, outubro 01, 2006
Mensagem amiga de Montevideo

De regreso a mi país.
Ya estoy en Montevideo, han pasado algunos días desde que bajé del avión , todavía siento esa agradable e indescriptible sensación, el olor de los duraznos de Zambujal, el sabor del vino de Ourém, el ascenso al castillo, el aire serrano, el mediodía soleado, la bonita tarde de Som da Tinta, y fundamentalmente la calidez de Sérgio y Zé. Fue bueno, todo muy bueno, revitaliza sin dudas el conocer a tantos nuevos amigos, y aquella filosofía de "a los amigos de mis amigos "...
Andrés Stagnaro

Uma das razões porque mudámos de "casa" foi porque não conseguíamos "postar" esta mensagem (talvez por azelhice nossa...), e queríamos fazê-lo. Porque o nosso amigo Andrés a mandou, lá de Montevideo, e queria vê-la na "blog-casa" do Som da Tinta.
Aqui fica com um grande abraço para ele.
Nova "blog-casa"
Fazemo-lo com aquela excitação em casos como este.
A adaptação vai demorar um bocado. Descobrir e inventar sítios, rotinas, cantos e recantos.
Ajudem-nos!
A "casa" anterior não foi desmobilizada. Fica para arquivo. Vão lá visitar-nos de vez em quando, por favor. Para isso aqui fica um "link".















