



Para tornar as coisas (talvez) mais graves para o “editor”, este fez anteceder os “3 textos íntegros” de uma “Razão de ser”, que justificava a edição na procura de “intervir num momento particular da vida política portuguesa”, quando – como afirmara o Presidente do Conselho – “Portugal atravessava um crítico período da sua história” e se mantinha aberta a Assembleia Nacional para discutir alterações à Constituição, a liberdade religiosa e a lei da imprensa. Não hesito em dizer que esse prefácio era um desafio.
Uma primeira é de Outubro de 1973, edição quase artesanal, em que se transcrevem documentos do Conselho Mundial da Paz e um abaixo assinado de portugueses – Declaração sobre a vitória do povo vietnamita e a paz no Mundo – que terminava assim
Mas houve um outro. Também verdadeiro. E nosso. Da Prelo! A que se deu o nome de O Manda-chuva. Editado no ano do livro (ou da leitura).
porque não se encontrou, apesar de muitas buscas, e não se queria deixar de aqui referenciar (para servir, também, de homenagem à autora e à ilustradora), é a pequena obra - mas de grande valor bio-bibliográfico - Camões - Poeta, mancebo e pobre, com texto de Matilde Rosa Araújo e ilustrações de Maria Keil, editado em 1978, na colecção Barcarola. 
Camões e o pensamento filosófico do seu tempo, com estudos de Egídio Namorado, Luís de Sousa Rebelo, Roger M. Walker e João Mendes. 


Na página de abertura deste último caderno, que fechava uma sub-série de 3, fazia-se um balanço crítico e auto-crítico da iniciativa, e dizia-se da intenção de continuar com uma terceira "década" de cadernos... se tal se justificasse. E ela só se justificaria se uma tal colecção tivesse uma clara participação vinda do "ambiente" e dos futuros leitores na definição dos temas a tratar e uma receptividade e distribuição ligada a discussão e debate relativamente ao que fosse publicado. Não aconteceu assim. Como, nos 20 exemplares publicados, não se encontrou a receptividade de quem poderia aproveitar tais "instrumentos" na sua (e de todos!) luta por um outro amanhã para as crianças(*)...
Não que haja qualquer sentimento de frustração, de não ter "valido a pena". Valeu! Mas... afinal... foi mais um esforço que não teve os resultados por que se lutava. E porque continua a luta !
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(*) - Transcreve-se: «(...) Trata-se do problema das crianças no que se pode chamar a "pequena infância", até à idade pré-escolar e escolar, e os problemas que levanta. Claro que esses problemas são diferentes numa sociedade em que a finalidade é o lucro resultante da actividade em que a finalidade é o lucro resultante da actividade que não procura senão a rentabilidade do capital empregue. E a partir da exploração dos detentores da mercadoria força do trabalho que se começa a formar nessa "pequena infância"... (...)» Ainda não se falava, como hoje, em empreendedorismo!
Pode dizer-se que cada livro teria uma história para contar, a começar pelo primeiro da colecção que, de tão significativa (e necessariamente longa), noutros lugares tem sido contada e noutros se contará. Para resumir, chegará dizer que dos 6 primeiros volumes 3 foram imediatamente apreendidos pela repressão fascista, com todas as consequências (económicas e não só) que se podem imaginar para uma editora. Desse facto, resultaram "saídas" como as dos "cadernos", nomeadamente os cadernos PEEP.
A Biblioteca «Medicina e Laboratório» foram volumes que a Prelo editou compondo uma "série de Monografias sobre Medicina e Laboratório" (como abre o prefácio ao primeiro volume, apresentando a série), todos da autoria do Doutor Luís Ernâni Dias Amado.
Sobre
TUBO DIGESTIVO - Vol. 2 (INTESTINO) - fisiologia, laboratório e interpretação de análises clínicas.








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«Rapaz, vamos como dantes,
sirvam-nos estas lições:
É mais que tolo quem dá
ao Mundo satisfações»

As capas e o logotipo eram de Miguel Flávio


Foi a "aventura" dos cadernos PEEP (Política Económica/Economia Política). O 1º saíu em Janeiro de 1970, o 2º em Março e o 3º em Junho. E cada caderno tinha um tema-título. Como se estava na passagem Salazar-Caetano, foram: Sempre com capas e paginação do Manuel Augusto Araújo, é justo que se sublinhe.

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visado pela Comissão de Censura

